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quarta-feira, 28 de novembro de 2018

#Livros


O que dizer diante da intolerância que nos cala?

 

Eis aqui o que ‘ouvi’ de um professor (licenciado em Educação Física):

“Professores (de história) são ótimos contadores de contos… e papel aceita tudo”

(Glup!) 
Engoli em seco – porque também tenho formação em licenciatura.
Penso que, se há alguém que não pode fazer uma afirmação dessas, esta pessoa é o professor. Uma afirmação que cala nossa voz, como calou a minha durante vários dias; que descredibiliza toda a classe.
Fiquei pensando que, aos olhos desse professor, nossa formação/profissão/licenciatura é uma fraude, pois foi através de livros (papéis) que adquirimos metade do temos repassado àqueles que nos procuram enquanto profissionais – não fosse assim, nos bastaria sermos profissionais práticos – a teoria seria desnecessária.
Por outro lado, todos os professores (não importa a disciplina)o ótimos contadores de… contos (lorotas/mentiras), vista que qualquer informação que nos venha do passado, de certa forma, é história. Estamos então, entregues a descrença e à decepção…
Exagero?
Não. Exagero é o que motivou tal declaração: uma resenha entre amigos (?), posicionamentos e preferências por regimes políticos diferentes.
Mas... a intolerância em parceria com a ditadura se manifestam assim mesmo: calam a voz das pessoas, desprezam a educação e destroem a liberdade de pensamento. 

(Glup!)

terça-feira, 5 de julho de 2016

Um ritmo e um tom.


Professor Valter Graciano - Apresentação do Projeto FMC "mil violões"
Sobre música e sons eu ouvi de um mestre. Bem de acordo com as definições de Guimarães Rosa: aprendia sempre e sempre ensinava.
Aprendia porque, como ele mesmo dizia, não era “letrado”.
Não dominava bem a escrita, mas falava bonito. Cada palavra nova que caía em sua graça tratava logo de memorizar para usá-la onde fosse possível. Assim, ia colecionando frases que casavam muito bem com sua voz melodiosa de poeta sertanejo.

E o que ele ensinava?

De um tudo: ensinava sobre a vida… andar na rua, descascar laranja, cozinhar arroz, tabuada “de vezes”, falar baixo, falar firme, ouvir e respeitar opiniões, mas o que mais marcou sua vida de mestre foi a música: ensinou-a como ninguém…
Era rotina as noites de sarauzinho com as crianças - com direito a pedidos:

- Pai, canta a moda do Homem d'água?

Fazia parte da educação dos filhos o conhecimento básico sobre harmonia, melodia, ritmo e tom. Ninguém era obrigado a cantar com arte, mas era obrigado “educar o ouvido e a voz”.

- Como assim?

A explicação vem por conta do professor Valter Graciano*.
Betina e Jordana - Imagem cedida pelos pais Athos Prado e Letícia Sousa
Cantar com as crianças recém-nascidas e durante a primeira infância, trabalhar a musicalidade delas após a alfabetização, especialmente a compreensão de ritmos e tons, é equivalente a contar-lhes histórias.
Atividades envolvendo música podem contribuir de forma extraordinária no desenvolvimento cognitivo, psicomotor, social e afetivo da criança.
A música deveria fazer parte do curriculo escolar em todas as instituições de ensino.”
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O Ritmo

Raquel - Flor
Foi na infância que tive os primeiros contatos com a música. Aprendi apreciar o clássico e curtir o popular quando nem sabia as diferenças entre estas classificações ou o significado da palavra eclético.
Aprendi que a base da música está sobre o trio “melodia, harmonia e ritmo”, mas é este último que dá vida aos outros dois.
Penso que o elemento ritmo tem mais poder - faz música sozinho (só penso. Não ouso discutir com os mestres).
Se nada mais interessar à criança, insista no ritmo que está presente em todas as áreas da vida.


Como Assim?

Prof. João Graciano
Agora a lição é no compasso do professor João Graciano*:

RITMIZANDO
(João Graciano)

Posso até fazer um verso
sobre poesia ou canção,
dizendo que Deus pôs ritmo
em toda a sua criação.
Põe a mão, assim, do lado
e sente o bater compassado
do seu próprio coração.

No andar se vê o ritmo
ao se balançar os braços.
Vai uma perna, fica a outra
sempre no mesmo compasso.
E os braços balançantes
torna o andar elegante
enquanto se muda os passos.

O ritmo está em tudo.
Na poesia, na canção,
no andar, no respirar
no bater do coração.
E quando vamos cantar,
usamos as palmas pra louvar
o Deus da nossa salvação.
…………………………………………………………………………………………………………
Então, se você não toca nenhum instrumento e não canta com arte, assim como eu, resta-nos dizer:
- dancemos!

*Valter Graciano - Licenciatura em Língua Portuguesa/Inglesa e Literaturas e Professor de História da Música na Rede de Educação Claretiano

* João Graciano - Professor de Compiladores no Curso de Ciência da Computação - UniRV
                                    - Mestrando em Engenharia Mecânica