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segunda-feira, 9 de abril de 2018

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Você sabe ler e escrever? - Uma olhadinha na ortografia


Palavras na ponta do lápis.

 

De volta ao Núcleo…


Finalmente, depois de merecidas férias e para “fazer jus” ao nome do blog, voltamos com um texto substancial e perfeitamente elaborado por quem entende.

Foi em conversa informal que nasceu a ideia de trazer para os sujeitos frequentadores deste núcleo uma palhinha diretamente da fonte do mestre* das palavras.

Falamos sobre problemas corriqueiros relacionados à grafia e uso de palavras e expressões e foi assim que o Núcleo ganhou este presente.


** Recebi por e-mail, com a seguinte observação:

- Nada há de novo, mas pode ser que alguém tire proveito do que escrevi.

e eu digo: - Para alguns será uma verdadeira aula. Para outros serão dicas valiosas. Aproveitem!

 
    
Prof. Me. Aldo Paula de Oliveira
"PALAVRAS...                                                         
(Prof. Me. Aldo Paula de Oliveira)
É provável que você já tenha lido e ouvido muito sobre o assunto escrever bem. Afinal, não faltam livros, revistas, jornais, sites, etc. que procuram dar dicas de como expressar-se de maneira adequada, falando ou escrevendo. Quando se trata de concursos públicos, vestibular e Enem, por exemplo, é comum que os candidatos procurem cursos especiais de português/redação, além das aulas de colégios e cursinhos visando ao aprimoramento de suas habilidades nessa área. 
 
O objetivo é claro: passar na prova e conseguir a vaga na Universidade ou o emprego no setor público, como certa estabilidade. Atingindo-se a meta, é comum que as preocupações com a “língua/linguagem” se desfaçam, tornando-se algo com importância apenas para alunos e concurseiros.

Bom seria, quem sabe?, que todos se dedicassem mais ao conhecimento da língua para fazer dela um instrumento de comunicação eficiente e eficaz, em todas as circunstâncias sociais e profissionais nas quais as pessoas se vissem envolvidas. Há, para isso, muitos e bons caminhos, embora Antonio Machado já tenha dito “Caminante, no hay camino,/ se hace camino al andar.” Ora, os poetas... mas, ainda bem que eles existem. 

Aqui, porém, não haverá aula, instrução ou dicas de como escrever com eficiência, mas, tão somente, uma listinha de palavras que podem causar embaraço, quando houver necessidade de transcrevê-las. Ei-las. 

* abaixo-assinado – Essa expressão deve ser usada quando se nomeia o documento, que traz uma série de assinaturas. Ex.: Entregamos o abaixo-assinado ao diretor do departamento comercial. 

* abaixo assinado – Nesse caso, a expressão, sem hífen, refere-se às pessoas que assinaram o documento, ou seja, o abaixo-assinado. Ex.: Nós, abaixo assinados, esperamos uma resposta do diretor do departamento comercial. 

* emanente – Esse termo vem de emanar, cujo significado é “ter origem em”. Ex.: O homem é emanente da vontade do ser criador. Esse perfume é emanente das flores do jardim. 

* imanente – Diz respeito àquilo que está, intrinsecamente, ligado à natureza de algo. Ex.: O sentimento religioso é imanente à consciência de cada indivíduo. 

* haver – Trata-se do verbo “haver”, equivalendo-se, às vezes, a existir. Ex.: Não duvidamos de que possa haver problemas com o carro. 

* a ver – É a locução formada pela preposição “a” mais o verbo “ver”. Ex.: O que disse o ministro da saúde nada tem a ver com a realidade da maioria dos brasileiros. 

* mal-humorado – Escreve-se com “L” e com hífen. Ex.: Meu colega Antônio Carlos estava mal-humorado hoje de manhã. 

* mau humor – Escreve-se com “U” e sem hífen. Ex.: O mau humor de Antônio Carlos deixou os colegas intrigados. 

* perda – É substantivo, significando privação, falta daquilo que se tinha. Ex.: Com a estiagem prolongada, a perda nas lavouras da região chegou a 20%. Dica: A palavra “perda”, geralmente, aparece antecedida de um determinante (a, uma, muita, pouco...) 

* perca – É a 3ª pessoa do verbo “perder”. Ex.: Cristiano, espero que você não perca a oportunidade que a escola está lhe dando.

Esperamos que você não perca oportunidades de se dedicar um pouquinho à língua portuguesa, sem mau humor, claro, porque pessoas mal-humoradas não percebem que se expressar melhor tem tudo a ver com a boa interação social.
Até."

      O Núcleo do Sujeito agradece a preciosa colaboração! 

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Sujeito do futuro (ou da Idade da Pedra?)




Ele até que gostava de ler…

Ganhou uma coleção de livrinhos de caligrafia. Estava em

fase de aprendizagem, treinando a letra cursiva, enfim…

Mas, não. Não quis nem saber da caligrafia.

Vejam vocês os argumentos da criatura:


Tia: - Você precisa treinar. Aprender escrever certinho,

 amor. Escrever bonito.

Ele: - Mas eu não não gosto de escrever. Nem feio, nem 

bonito…

Tia: - E, por que você não gosta de escrever nem feio, nem bonito?

Ele: - Ah… também, ninguém gosta de ler.

Tia: - … (glup!)
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Há um clamor apelativo para que as pessoas desenvolvam o hábito da leitura.

Os usuários das redes sociais lançam desafios aos seus contatos/seguidores de
forma interessante:
            “vamos ver quem lê as mensagens que não contêm imagens”

Os resultados dos tais desafios não são animadores.
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Aprendi a amar a leitura numa época em que não tínhamos muitas opções. Os
livros eram "livros" mesmo. Muita letra e nada de imagem. Éramos nós, os
leitores, que criávamos as imagens (desenvolvíamos a imaginação/criatividade).
Hoje temos um turbilhão de imagens - poluição visual -  e dizem que "uma 
imagem vale mais que mil palavras" (será?).
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Como será a comunicação daqui a alguns anos? Faremos o caminho inverso até
a idade da pedra?
O cidadão do futuro já não vê vantagem em escrever. Afinal, ninguém gosta de
ler.
E eu digo: ...(glup!).